Convento de Stº António dos Capuchos
![]() |
Alameda de Stº António dos Capuchos
Autocarros 23, 30, 33
Imóvel de Interesse Público
Foi fundado em 1570 com quarenta religiosos que viviam das esmolas dos moradores mais devotos, pelo que a igreja e convento eram pobres «sem talha, nem ouro, nem pratas». O terreno foi dádiva de Diogo Botelho, a que se juntaram parcelas de outros donatários, sendo a primeira missa rezada em 1579.
Depois passou a receber uma esmola anual da Câmara, instituída por Filipe II, e em 1706 já era a sede de uma rede de treze conventos organizados em duas províncias, até que em 1755 com a ruína causada pelo terramoto, os frades tiveram que construir abarracamentos.
Este Covento sofreu diversas campanhas que lhe alteraram a feição primitiva, nomeadamente as realizadas na primeira metade do séc. XVIII, ao introduzirem uma decoração azulejar em lambris do claustro, e as concretizadas no período pós-terramoto, com a sua reedificação, concluída em 1758.
De planta rectangular, volumetria paralelepipédica e coberta por um telhado a duas águas, o alçado principal possuí, ao nível térreo, um arco abatido, através do qual se acede à galilé. Esta, encontra-se defendida por uma grade setecentista em ferro forjado, e apresenta-se coberta por abóbada abatida e por azulejaria azul e branca historiada da mesma época.
O interior da igreja, de nave única e capelas laterais intercomunicantes, é coberto por abóbada de berço decorada com pintura ornamental monócroma oitocentista. Quanto à capela-mor, comprida e com altares de cabeceira, encontra-se coberta por abóbada de canhão com estuques decorados.
Foi depois alvo de muitas intervenções que a descaracterizaram, e após 1836 passou a asilo para mendigos, sob orientação de Mouzinho da Silveira.
Em 1903 foi anexado ao Hospital de S. José, permanecendo integrado na rede dos hospitais civis até à actualidade.
No seu interior possui azulejos dos séculos XVII e XVIII, e um relógio de sol datado de 1586, que adorna o fecho do poço da cisterna. A igreja tem o seu interior muito deteriorado. É de uma nave decorada com pinturas oitocentistas a uma cor e mau estado de conservação.
A classificação deste imóvel inclui a boca de cisterna revestida a azulejo existente num dos pátios, além das referidas dependências decoradas com lambrins de azulejo e do claustro e escadaria nobre, do tipo albarradas e golfinhos com barras de volutas.
Fonte: IPPAR
Localização:





