ÚltimasVisita às obras de reabilitação do Capitólio/Teatro Raul Solnado, no Parque Mayer (2010-04-03; Fonte: Câmara Municipal de Lisboa) ![]() O vice-presidente da CML e vereador do pelouro do Urbanismo, Manuel Salgado, acompanhado pelos vereadores Fernando Nunes da Silva (Obras Municipais) e Catarina Vaz Pinto (Cultura), visitaram dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, as obras de reabilitação do cine-teatro Capitólio, Teatro Raul Solnado. A companheira do actor, Leonor Xavier, bem como outros seus familiares e o Presidente da Junta de Freguesia de S. José, Vasco Morgado, participaram igualmente na visita. Veja aqui a reportagem video Recordando que Raul Solnado foi um grande defensor do Parque Mayer e que hoje “teria sido para ele um dia de grande felicidade por testemunhar o seu renascimento, Manuel Salgado sublinhou que o actor “foi de facto uma das pessoas que mais pugnou para que o Parque Mayer fosse devolvido à cidade em todo o seu esplendor”. A recuperação do antigo teatro, que é "uma peça chave do conjunto do Parque Mayer", nas palavras do vereador do urbanismo, enquadra-se no conjunto do Parque Mayer, Jardim Botânico e edifícios da Politécnica, "e vai agora ser restituído ao desenho original do Arquitecto Cristiano da Silva”. A versão definitiva do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e edifícios da Politécnica, vai voltar à Câmara, "prevendo-se que possa ser entregue na Assembleia Municipal até ao fim do Verão", adiantou. “Foram retirados praticamente todos os elementos arquitectónicos que foram sendo acrescentados ao projecto original ao longo dos anos, bem como algumas matérias perigosas, nomeadamente ameanto”, informou o vereador Nunes da Silva, responsável pelo pelouro das Obras Municipais, “Os trabalhos estão a decorrer bem até agora e prevemos acabar a demolição até meados de Setembro”, concluiu. No último trimestre deste ano iniciar-se-á a obra de recuperação, orçada em cerca de 10 milhões de euros, com conclusão prevista de um ano e meio. Informação técnica sobre intervenção no Capitólio A empreitada respeitante aos trabalhos preliminares e demolições foi adjudicada, na sequência de concurso público, à empresa BRITALAR, com prazo de execução de 180 dias. Nesta fase inicial de demolições, com o edifício parcialmente limpo de paredes “não resistentes” e de alguns dos acrescentos (balcão e corpos laterais), será realizado um segundo levantamento estrutural mais pormenorizado e que incluirá ensaios para caracterizar o comportamento sísmico do edifício. A fase final da demolição, que será executada na empreitada geral da remodelação, incluirá o desmonte de todos os elementos posteriores à construção inicial, que foram sendo acrescentados ao longo do tempo. Serão também demolidos e refeitos os elementos que não apresentam capacidade resistente para as acções correspondentes às novas utilizações que se pretende, ou que não cumpram as exigências dos regulamentos actuais. O edifício actualmente tem uma área de implantação de cerca de 1200 m2, com a forma em planta aproximada de um rectângulo com 42 m por 28 m. Apresenta uma cave enterrada com piso térreo em terra batida, um piso da plateia e do palco, um piso intermédio do balcão, um piso do cinema e respectiva cobertura. Trata-se de um edifício construído inicialmente em 1929, que foi sendo expandido e alterado ao longo do tempo. São acrescentos: a laje da plateia, o balcão sobre a plateia, a cobertura do cinema e os corpos anexos nas laterais da plateia. O cinema, em tempos ao ar livre, encontra-se actualmente coberto com uma estrutura aparentemente provisória, formada por perfis metálicos com revestimento em chapas metálicas ou em placas onduladas de fibrocimento. As paredes das caves são em alvenaria de pedra com argamassas, de muito baixa consistência. As restantes estruturas verticais são em alvenaria de blocos de betão, pontualmente travadas por montantes verticais em betão armado. [ lista de artigos ] | ||||